quarta-feira, 20 de março de 2013

ALGUMAS DICAS PARA REDUZIR O APORTE DE “XENOESTRÓGENOS” NO ORGANISMO



1 – Evite usar copos, pratos e outros utensílios de plástico, alumínio e teflon na sua cozinha. Utilize utensílios de vidro, cerâmica e panelas de ferro.

2 – Evite guardar alimentos em depósitos de plástico e, principalmente evite aquecê-los em fornos de microondas. Utilize depósitos de vidro que possam ir ao microondas.

3 – Evite usar filmes plásticos e papel alumínio para envolver alimentos. Use papel manteiga.

4 – Evite usar detergentes de pia. Use sabão de coco em barra.

5 – Dê preferência a carnes, frutas, legumes e verduras orgânicos, onde não foram usados agrotóxicos. No caso de consumir frutas e legumes não orgânicos, lave-os muito bem e remova a casca e as sementes antes de consumi-los.

6 – Evite consumir produtos à base de soja, que é rica em Fitoestrógenos, que funcionam como Xenoestrógenos.

7 – Evite uso de anticoncepcionais, que são formulados à base de estrogênios sintéticos, que são Xenoestrógenos. Se possível, use formas alternativas de controle da natalidade.

8 – Evite consumir água armazenada em recipientes de plástico. Utilize filtros para filtrá-la antes de ser consumida.

9 – Cuidado com os produtos cosméticos. Leia a sua composição e evite aqueles que contenham benzofenona-3, homosalate, 4-metil benzilideno cânfora (4MBC), octil-metoxicinamato e octil-dimetil-PABA.

10 – Mantenha uma dieta rica em fibras e dê preferência ao vegetais crucíferos, como brócolis e couve-flor, que são ricos em Indol-3-Carbinol, um fitonutriente que ajuda a combater os efeitos dos Xenoestrógenos no organismo.

11 – Mantenha-se hidratado para melhorar a função renal e auxiliar na desintoxicação do organismo.

12 – Evite fumar.

13 – Reduza o consumo de álcool que destrói seus hormônios naturais e dificulta a remoção de Xenoestrógenos através da filtração renal.

14 – Controle o peso através de uma dieta equilibrada e atividade física regular. No tecido gorduroso existe uma enzima chamada Aromatase, que transforma Testosterona em Estrógenos.

15 – Evite usar o sachê do saquinho de chá, pois o papel do sachê contém Xenoestrógenos, liberados para o chá ao contato com a água quente. Rasgue o sachê e coloque a erva diretamente na água. Depois é só coar em peneirinha de inox.

Essas são algumas das maneiras de reduzir os efeitos maléficos dos Xenoestrógenos no nosso organismo (ver texto anterior). Infelizmente, vivemos em um mundo que necessita de plástico, isopor, alumínio e agrotóxicos, o que torna impossível eliminarmos completamente essas substâncias do nosso cotidiano. Mas, para quem seguir as dicas acima, o organismo se tornará mais saudável e a vida será mais longa e produtiva.

quinta-feira, 7 de março de 2013

DISRUPTORES ENDÓCRINOS E XENOESTRÓGENOS – PARTE 1


1 – O que são disruptores endócrinos?

São substâncias estranhas ao nosso organismo que, ao entrarem no nosso corpo, causam alterações importantes no nosso equilíbrio hormonal podendo levar ao envelhecimento acelerado, doenças degenerativas, obesidade, má formação fetal e distúrbios hormonais variados. Quando essas substâncias têm a capacidade de imitar, ainda que de modo imperfeito, a ação dos hormônios estrogênios, elas recebem o nome de Xenoestrógenos.

2 – Quais as fontes de disruptores endócrinos e Xenoestrógenos?

Agrotóxicos e fertilizantes, soja e derivados, corantes e conservantes usados em alimentos industrializados, hormônios sintéticos como Anticoncepcionais, panelas de alumínio, embalagens plásticas para acondicionar alimentos, embalagens de isopor e revestimentos de latas, revestimentos tetrapak para produtos de longa vida (ex: líquidos em caixa), filmes plásticos e papel alumínio para revestir alimentos. Utensílios de plástico e acrílico (copos, pratos, jarras, talheres) e saches para chá são também algumas das principais fontes.

Outras fontes também importantes são produtos químicos para limpeza doméstica como detergente, desinfetantes e desodorizadores em ambientes em sprays, e produtos para higiene pessoal como shampoos, condicionadores e sabonetes, perfumes e desodorantes antitranspirantes e produtos cosméticos em geral como esmaltes, maquiagem, batons, hidratantes e protetores solares também podem conter essas substâncias. A verdade é que podemos reduzir a nossa exposição aos Xenoestrogênios ambientais mas não conseguimos evitá-los completamente.

3 – Como esses disruptores endócrinos causam doenças no nosso organismo?

O nosso DNA (código genético) não conseguiu se adaptar às mudanças ocorridas no nosso estilo de vida nos últimos oitenta anos, com um consumo cada vez mais elevado de alimentos e outros produtos industrializados e sintéticos, além da crescente poluição ambiental. O nosso organismo não consegue expelir a contento as substâncias químicas que entram nele, derivadas dessas fontes, o que leva a um acúmulo progressivo e perigoso dessas substâncias dentro de nós, preferencialmente nas glândulas e tecido gorduroso.

4 – Como agem os Xenoestrógenos?

Os Xenoestrógenos, ao acumularem-se progressivamente no organismo, levam ao seguinte cenário: o organismo, masculino ou feminino, fica submetido de forma contínua a um elevado nível de substâncias com ação hormonal estrogênica. Como não são hormônios verdadeiros, não são detectados por dosagens hormonais rotineiras. É como se estivéssemos com níveis de hormônios estrógenos continuamente elevados, acima do normal, mas que não aparecem nos exames laboratoriais.

 Essas substâncias, dentro do organismo, imitam o estrogênio, enganando os receptores (portas por onde o hormônio entra nas células), porém ao entrar nas células, esses falsos hormônios, que agem como mensageiros bioquímicos, enviam mensagens erradas ao metabolismo celular e seus efeitos são nocivos para a saúde a médio e a longo prazos. 

No sexo masculino as alterações atribuídas aos Xenoestrógenos são: Hipotireoidismo e Nódulos, Cistos ou Câncer de Tireóide; queda na produção do hormônio Testosterona; redução da fertilidade (redução da quantidade e da qualidade dos espermatozóides) e da libido; Câncer de testículo e próstata e má-formação congênita do aparelho reprodutor em fetos do sexo masculino. Outras alterações aparentes podem ser decorrentes das mudanças progressivas dos caracteres sexuais secundários masculinos quando os meninos são submetidos a altas cargas de Xenoestrógenos ainda na sua gestação ou durante a infância: redução de pelos em mento e no tórax, rosto mais ovalado, voz mais suave e redução do tamanho peniano e testicular, entre outras.

 No sexo feminino vêm ocorrendo: puberdade precoce, declínio da fertilidade e aumento da ocorrência de Endometriose; Mioma uterino; TPM; Câncer de Mama; Ovários Policísticos e Câncer de Ovários; Hipotireoidismo e Nódulos, Cistos ou Câncer de Tireóide. 

Além dos problemas citados acima, os Xenoestrogênios ajudam a acumular gordura visceral (abdominal) relacionada a Obesidade, Diabetes, Hipertensão, Hipercolesterolemia e Risco Cardiovascular, além de acumular gordura em flancos e culotes.

Assim, os Xenoestrogênios são fantasmas assustadores e invisíveis e muitas vezes não nos damos conta de quão prejudiciais eles são, pois agem lentamente no organismo e nos envenenam aos poucos.

5 – É possível reduzir os males causados pelos Xenoestrógenos?

Sim, é possível. Após solicitar os exames necessários ao seu paciente, o profissional médico vai elaborar o esquema de tratamento. Pode-se reduzir os efeitos maléficos dos Xenoestrógenos de três maneiras.

- A primeira é identificar as fontes de contaminação e reduzir a exposição a essas substâncias, oferecendo alternativas viáveis ao paciente.

- A segunda é usar antioxidantes e suplementos para melhorar a função de detoxificação hepática e renal, ou seja, a capacidade do fígado e rins de eliminar a maior parte dessas substâncias do nosso organismo e assim minimizar os problemas a elas relacionados.

- A última é usar medicamentos específicos para melhorar a metabolização e eliminação dos Xenoestrógenos do nosso organismo, reduzindo assim o tempo de exposição do nosso corpo a eles.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

"INSÔNIA" - UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

Dormir bem é indispensável à saúde. Um sono reparador ou de boa qualidade é essencial para reaver a energia despendida durante as atividades diárias e para recuperar a saúde das células, comprometida, muitas vezes, por nossas ações diuturnas. Isso nos permite manter o bem-estar físico e psicológico ao longo da vida.

A insônia é uma condição caracterizada pela dificuldade em iniciar (indução) e/ou manter (manutenção) o sono, ou pela sensação de não ter um sono reparador, acordando cansado, dolorido ou com fadiga. É mais comum em adultos e mulheres; geralmente aparece no adulto jovem e se intensifica gradualmente, sendo mais frequente em idosos. 

Todos nós sabemos que a insônia, ou sono não reparador, tem consequências danosas no nosso organismo. Quando a insônia é de pouca duração (dias ou poucas semanas) as consequências são mais limitadas, mas atualmente é cada vez mais frequente a insônia crônica, que causa distúrbios físicos e mentais mais profundos e duradouros e pode ter vários efeitos adversos na vida pessoal e em sociedade.

Vários estudos têm sido realizados sobre a importância do sono e os seus distúrbios e os pesquisadores comprovaram que as pessoas hoje dormem cada vez menos e de modo mais irregular, o que eleva o risco dos distúrbios causados pela deficiência crônica de sono. Várias autoridades nessa área declararam que a insônia se tornou um problema de saúde pública, afetando a população em escala mundial.

Durante as últimas décadas os hábitos da sociedade moderna tem sofrido várias modificações como: jornadas de trabalho mais extensas, trabalhos em horários noturnos, um maior leque de opções de locais de lazer e diversão que funcionam à noite e o uso global da Internet. Por outro lado o ritmo de vida mais acelerado, o número maior de compromissos, as cobranças diversas com as quais os indivíduos tem que lidar e a inabilidade para se adequar a esse moderno e oneroso estilo de vida elevam os níveis de ansiedade e estresse, que também interferem negativamente na qualidade de sono. 

As consequências da insônia crônica são variadas. Algumas condições podem ser desencadeadas pelo fato de as pessoas dormirem em quantidade e/ou qualidade insuficiente. Entre elas estão:


  • Transtorno de Ansiedade/Estresse;
  • Cefaléia e Enxaqueca;
  • Distúrbios do humor;
  • Hipertensão Arterial;
  • Diabetes melito;
  • Depressão;
  • Sonolência diurna, o que pode causar acidentes no trabalho ou no trânsito;
  • Déficit de atenção, concentração e memória;
  • Déficit de coordenação motora;
  • Obesidade;
  • Fadiga crônica;
  • Envelhecimento acelerado;
  • Déficit de imunidade e consequentes infecções recorrentes.

Segundo o Dicionário de Saúde Mental a insônia pode ser primária – quando ela é a própria doença – ou secundária – quando ela é sintoma de alguma outra doença ou efeito colateral de algum medicamento.

Algumas condições que podem levar as pessoas à insônia são:

  • Estresse e Ansiedade por causas psicológicas ou físicas variáveis;
  • Depressão e outros distúrbios psicológicos ou psiquiátricos;
  • Apnéia do sono;
  • Patologias que cursem com dor crônica (Fibromialgia, Artrose, Artrite, etc.);
  • Alterações hormonais;
  • Uso de substâncias excitantes como bebidas que contêm cafeína, tabaco, bebidas alcoólicas, medicamentos ou suplementos aceleradores do metabolismo (usados para emagrecimento e/ou para melhorar a performance durante exercícios físicos);
  • Prática de atividade física à noite;
  • Refeições volumosas ou “pesadas” à noite;
  • Ambiente pouco propício para uma boa qualidade de sono – luzes acesas, ruídos no ambiente, temperatura desconfortável, colchão ou travesseiro inadequado.

Alguns cuidados e ações podem auxiliar na obtenção de uma boa noite de sono. A seguir, algumas dicas para alcançar um sono de melhor qualidade:


  • Pratique atividade física regularmente, mas evite praticar exercícios físicos até 4 horas antes de ir para cama;
  • Pratique Yoga ou meditação regularmente;
  • Evite ingerir alimentos pesados no jantar, e não se deite logo a seguir às refeições;
  • Não consuma bebidas estimulantes como o chá preto, chá verde, café, bebidas a base de guaraná, chocolate ou refrigerantes;
  • Evite ingerir grandes volumes de líquidos no período da noite para não precisar interromper o sono para ir ao banheiro;
  • Um banho morno ajuda o corpo e a mente a relaxar. Os terapeutas naturais indicam também o antigo “escalda-pés”;
  • Evite ruídos no quarto, com a TV ligada ou janela aberta se você mora em um local barulhento, pois impede que chegue à fase do sono profundo. Mantenha o quarto o mais silencioso possível;
  • Apague todas as luzes, feche as cortinas, cubra os leds (pontinhos luminosos) dos aparelhos eletrônicos;
  • Tente dormir todas as noites aproximadamente à mesma hora, mas não vá para a cama se não estiver com sono. Isso pode aumentar a ansiedade para “conseguir” dormir;
  • Se acordar no meio da noite, não fique “rolando” na cama. Levante e realize alguma atividade agradável e relaxante enquanto espera o sono retornar;
  • Tente levantar todos os dias à mesma hora, mesmo nos finais de semana;
  • Evite fumar cerca de 2 horas antes de se deitar já que o tabaco é um estimulante cerebral;
  • Se você gosta de chás: camomila, cidreira e alfazema são boas opções de ansiolíticos naturais;
  • Procure criar um ambiente relaxante, ouça uma música suave, leia um livro agradável e relaxante e (para quem gosta) acenda um incenso de alfazema ou similar;
  • Confira a qualidade e o conforto do seu colchão. Troque-o se necessário. Faça o mesmo com os travesseiros;
  • Use roupas e cobertas confortáveis;
  • Não leve trabalho para a cama. Treine a sua mente para que ela associe a cama ao ato de dormir.

Em algumas pessoas essas ações para “higienizar” o sono não são suficientes para corrigir as distorções do sono. Nesse caso, é necessário procurar ajuda médica para a realização de exames específicos e, se indicado, utilizar o medicamento apropriado a cada caso.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Catequina galato e Cafeína: seu uso no controle de peso


A obesidade pode ser definida como o aumento excessivo da quantidade de gordura corporal, por isso questões relativas a sua  prevenção e tratamento, assumem cada vez  mais uma maior importância. A prevalência do sobrepeso e obesidade alcançou proporções epidêmicas nos últimos anos (Lin e colaboradores, 2005) e tem como causa o desequilíbrio entre a ingestão e o gasto calórico. Sendo assim, para produzir uma perda ponderal é necessário um balanço energético negativo que pode ser alcançado através da diminuição da ingestão ou pelo aumento do gasto calórico (Diepvens e colaboradores, 2005). Programas de redução de peso tais como: dietas de baixas calorias, modificações comportamentais e a prática de atividade física normalmente falham em alcançar a manutenção do peso perdido a longo prazo (Diepvens e colaboradores, 2005; Chantre e Lairon, 2002).  Devido a esse baixo índice de sucesso há um aumento do interesse sobre os efeitos dos potenciais termogênicos de muitos compostos extraídos de plantas, como a cafeína do café e chá verde, a efedrina da efedra, a capsacina da pimenta, e a epigalocatequina galato, do extrato de chá verde (Dulloo e colaboradores, 1999). 

A termogênese e a oxidação lipídica estão sob o controle do sistema nervoso simpático (Dulloo e colaboradores, 1999), e podem ser estimuladas pelo chá verde, por meio de seus dois ingredientes mais ativos: o polifenol de catequina e a cafeína. Vários estudos mostram que o uso combinado de epigalocatequina galato e cafeína aumentou o gasto energético de 24 horas.

Estudos também revelam que a ingestão habitual de cafeína pode anular o efeito do chá verde; baixos consumidores de cafeína apresentaram uma melhor manutenção de peso quando comparado com os altos consumidores, sugerindo que a suplementação com o extrato de chá verde é mais efetiva em indivíduos com baixo consumo de cafeína.

Outros estudos revelam que o uso de extrato de chá verde induz claramente a má absorção de carboidratos através da inibição das enzimas  α-amilase,  α-glucosidase, e dos transportadores sódio-glicose (Zhong e colaboradores, 2006), efeito benéfico a indivíduos obesos e diabéticos.

Os resultados de estudos in vitro com epigalocatequina galato evidenciaram que houve uma redução do tecido adiposo através da inibição da maturação de pré-adipócitos e do aumento da apoptose de células 3T3-L1 (Lin e colaboradores, 2005; Hung e colaboradores, 2005).

Concluindo, há evidências importantes de que o uso combinado de catequina galato e cafeína a longo prazo seja uma ferramenta útil dentro das inúmeras estratégias existentes para a redução de peso corporal e o controle da obesidade.

Fonte de consulta: EFEITO DA EPIGALOCATEQUINA GALATO DO CHÁ VERDE SOBRE A REDUÇÃO PONDERAL, A TERMOGÊNESE E A OXIDAÇÃO LIPÍDICA. Cintia Albuquerque Amorim, Michelle Agnes Pires Ferreira, Francisco Navarro. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo v. 1, n. 6, p. 32-39, Novembro/Dezembro, 2007. ISSN 1981-9927.

IMPORTANTE: As informações disponíveis neste blog possuem apenas caráter educativo. Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e prescrever remédios. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

"SOBREPESO E OBESIDADE" - CAUSAS


Classificar o sobrepeso utilizando apenas o critério do Índice de Massa Corporal (IMC) induz a falhas pois o IMC nos mostra apenas a relação peso/altura e não o percentual de gordura corporal, que é o fator mais relevante para indicar sobrepeso em uma pessoa. Mulheres adultas devem manter seu percentual de gordura corporal entre 18 e 28%, enquanto homens adultos devem mantê-lo entre 10 e 20%. 

O verdadeiro sobrepeso ocorre quando há excesso no percentual de gordura corporal, ultrapassando os limites considerados saudáveis. Uma pessoa pode estar com o peso dentro do “normal” (indicado pelo IMC) mas possuir pouca massa muscular e tecido gorduroso em excesso. Nesse caso diz-se que a pessoa é uma “falsa magra”. Esse quadro é mais comum em mulheres mas, também, ocorre atualmente com relativa frequencia em homens. Por outro lado existem aquelas pessoas cujo IMC mostra sobrepeso, ou mesmo obesidade mas, na realidade, possuem uma excelente massa muscular e seu tecido gorduroso permanece dentro de percentuais adequados.

O ganho de peso geralmente é um evento multifatorial, envolvendo vários aspectos da rotina ou estado de saúde de uma pessoa. Embora a causa principal realmente seja o aumento da gordura corporal, alguém pode aumentar seu peso por estar retendo líquidos no corpo ou ganhando massa muscular ou óssea. Uma pessoa pode aumentar a gordura corporal por diferentes razões, embora a Obesidade primária (ganho de gordura corporal sem causa nosológica definida) seja a causa mais comum.  

Considera-se que a Obesidade primária ocorre por maus hábitos higienodietéticos aliados ao sedentarismo, mas é interessante frisar que esses são “gatilhos” pois, se o organismo estivesse funcionando de modo adequado, o sobrepeso não ocorreria. Após a puberdade, quando o corpo completa seu desenvolvimento e amadurecimento fisiológico, o esperado é a manutenção do peso em equilíbrio. Durante a vida adulta só existe uma fase em que o ganho de peso envolvendo aumento de gordura corporal é fisiológico e, mesmo assim, limitado: a gestação. Então, os hábitos que levam ao ganho de gordura corporal funcionam por haver uma alteração (ou mais de uma), ainda indefinida, na fisiologia orgânica. 

Várias pesquisas vêm sendo desenvolvidas no sentido de se descobrir a causa real da Obesidade primária e algumas descobertas importantes têm sido feitas. Em um futuro (próximo, espero) o verdadeiro mecanismo dessa condição será deslindado e o seu tratamento ou prevenção passará a ser eficaz e definitivo. Não devemos esquecer que as próprias mudanças de hábitos, podem, ao longo do tempo e mesmo de gerações, induzir alterações na fisiologia, que favoreceriam o aparecimento cada vez mais precoce da Obesidade primária. É só observar como nossos avós tendiam a ser mais magros do que os nossos filhos, considerando faixas etárias iguais.

Mas, além da Obesidade primária, existe a Obesidade secundária, resultado a curto ou longo prazo de distúrbios variados no organismo. Entre as causas de aumento secundário da gordura corporal estão:

- Distúrbios endócrinos: Síndrome metabólica e Hiperinsulinemia, Hipotireoidismo, Hipertireoidismo, Hipercortisolismo, Síndrome dos Ovários Polimicrocísticos, deficiência de Hormônio do Crescimento (GH), doenças hipotalâmicas.
- Efeito colateral do uso de alguns medicamentos: corticosteróides, anticoncepcionais hormonais, antidepressivos tricíclicos, insulina, anticonvulsivantes, lítio, ciproeptadina, ácido valpróico, antipsicóticos.
- Algumas síndromes genéticas: muito raras. Prader-Willi, Lawrence-Moon-Biedl.
- Cessação do tabagismo.

Conclusão: Embora a Obesidade primária seja, de longe, a causa mais freqüente de ganho de gordura corporal, sobrepeso e obesidade, devemos sempre tentar diagnosticar e tratar algum distúrbio de saúde de base que possa estar causando o ganho secundário de tecido gorduroso em qualquer pessoa que se apresente com essa queixa pois, nesses casos, o controle da gordura corporal e, consequentemente, do peso pode ser definitivo.


Fonte de consulta: Sintomas e Sinais na prática médica, Editora Artmed.

IMPORTANTE:
·         Os textos postados nesse blog têm caráter apenas informativo, não visando a indicação e/ou substituição de quaisquer tipos de terapias.  
·         Você deve, sempre, procurar seu médico para expor queixas, diagnosticar doenças, tirar dúvidas e/ou submeter-se a qualquer tipo de tratamento. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

"OCITOCINA – MAIS QUE APENAS O HORMÔNIO DO PRAZER"


                A Ocitocina é um hormônio que está na mídia atualmente. Ganhou a fama de ser o “hormônio do prazer”, indicado para pessoas que estão com problemas na esfera sexual dos seus relacionamentos. É verdade que esse hormônio melhora a libido, a performance sexual e os orgasmos, mas a sua importância vai bem além, como veremos a seguir.

    A Ocitocina é um hormônio produzido no Hipotálamo, em áreas específicas denominadas Núcleos Paraventricular e Supraóptico, e estocado no lobo posterior da Hipófise de onde é liberado para a corrente sanguínea. 

                É um hormônio que tem importantes efeitos psicológicos e físicos no organismo, além de papéis específicos no corpo do homem e da mulher.

                  Entre os efeitos psicológicos da Ocitocina estão:
·         estimula a sociabilidade,
·        facilita a formação de laços de amizade e o estreitamento de ligações sentimentais,
·         melhora o humor e reduz a ansiedade.

                  Entre os efeitos físicos da Ocitocina podemos citar:
·       vasodilatação, aumentando o diâmetro das artérias, inclusive as Coronarianas, podendo prevenir Isquemia e reduzir a Pressão Arterial,
·        aumenta o suprimento sanguíneo para a pele, podendo acelerar a cicatrização de lesões,
·        aumenta a potência sexual, melhora a libido e aumenta o prazer durante o orgasmo,
·        pode induzir relaxamento muscular e reduzir a dor, efeitos potencialmente benéficos em pessoas com Fibromialgia,
·         estimula a produção de hormônios anabólicos (como IGF-1 e Testosterona) e reduz a produção de hormônios catabólicos (como Cortisol) reduzindo, assim, a perda de massa muscular.

     Em mulheres, especificamente, a Ocitocina estimula a lubrificação vaginal e facilita o orgasmo. De fato, quando em uso regular desse hormônio, as mulheres apresentam orgasmos mais rápidos e intensos, além de maior facilidade em atingir orgasmos múltiplos. 

    Nos homens, a Ocitocina aumenta a sensibilidade do pênis ao contato, melhora a lubrificação das glândulas penianas, a qualidade e freqüência das ereções, o orgasmo e a ejaculação. 

     Os sinais e sintomas mais comuns de deficiência de Ocitocina são:
·         isolamento social,
·         isolamento emocional,
·         humor triste e depressivo,
·         irritabilidade,
·         sensibilidade aumentada ao Estresse,
·         dificuldade em manifestar as emoções,
·         palidez cutânea,
·         olhos secos, pele ressecada,
·         tensão muscular,
·         distúrbios do sono,
·        aumento da sensibilidade à dor, dores musculares e “pontos” dolorosos (Fibromialgia),
·   em homens: baixa libido, baixa potência sexual, dificuldade de ejaculação, baixo volume de esperma, ausência ou dificuldade para atingir orgasmos,
·    em mulheres: baixa libido, ausência ou dificuldade para atingir orgasmos, baixa intensidade dos orgasmos.

    Se você apresenta alguns desses sinais ou sintomas, deve procurar seu médico e conversar a respeito da possibilidade de estar deficiente em Ocitocina pois, além de melhorar os sintomas que você possa estar apresentando, a deficiência crônica e não tratada de Ocitocina pode facilitar o aparecimento de outras patologias como Doenças Cardiovasculares, Infertilidade, Depressão, Transtornos Fóbicos/Ansiosos, Impotência Sexual, Frigidez, Fibromialgia.

     Existem alguns fatores que melhoram a produção e a ação da Ocitocina: contato físico, abraços, massagens, barulho, leitura, canto, intercursos sexuais, atividade física moderada e regular, alimentação balanceada (sem restrição calórica e rica em frutas, vegetais, carne, frango, ovos e peixe), momentos de diversão e relaxamento.

   De modo similar, existem fatores que reduzem a produção e a ação da Ocitocina: solidão, ansiedade, depressão, estresse crônico, outras deficiências hormonais (Estradiol, Testosterona e Hormônio do Crescimento, por exemplo), envelhecimento, sedentarismo, hábitos irregulares (fumo, bebida alcoólica, refrigerantes, açúcar, doces, carboidratos em excesso na alimentação).

   Quando necessária a reposição de Ocitocina a via mais indicada, por maior praticidade e melhores resultados, é a sublingual. A dosagem deve der ajustada de acordo com a resposta clínica, pois exames de dosagem de Ocitocina só estão disponíveis, até o momento, para laboratórios de pesquisa.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

"FITOTERÁPICOS QUE AUXILIAM NO EMAGRECIMENTO"

    A incidência de sobrepeso e obesidade vem aumentando em todo mundo, sendo considerada uma epidemia mundial. A obesidade reduz a qualidade de vida e aumenta o gasto público com pacientes porque está intimamente relacionada com doenças crônicas tais como diabetes e câncer (Calle et al. 2003; Kopelman, 2000). Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) a relação do peso (quilograma- Kg) pelo quadrado da altura (em metro-m), denominada como Índice de Massa Corpórea (IMC), é um bom indicador do estado nutricional de uma pessoa. Pessoas com IMC maior ou igual a 25 Kg/m² são classificadas como pessoas com sobrepeso e aquelas com IMC maior ou igual a 30 kg/m² são consideradas obesas (OMS, 2004). Mais confiável que o IMC é o Percentual de Gordura Corporal, indicado pela Bioimpedância, que é considerado saudável quando se encontra entre 10 e 20% para homens adultos e 18 a 28% para mulheres adultas.

    A Fitoterapia constitui, na atualidade, uma área do mercado em desenvolvimento, de reconhecimento legal e com repercussão na saúde publica. Uma das justificativas para esse crescimento do consumo é que mais pessoas tenham o desejo de retornar a uma forma mais natural de vida e há uma convicção crescente de que os produtos naturais são saudáveis e seguros. Mas devemos observar que os fitoterápicos, embora medicamentos naturais, não estão isentos de causar efeitos colaterais, principalmente se utilizados de maneira indevida.

    Falaremos hoje sobre "alguns fitoterápicos com características sacietogênicas".


PHOLIANEGRA

    A PHOLIANEGRA™ é um extrato produzido de plantas do gênero Ilex de origem indígena. Esta extrato padronizado contém entre seus fitoquímicos as metilxantinas, saponinas e pholianegrosides responsáveis por sua propriedade de perda de peso. O mecanismo de desaceleração do esvaziamento gástrico e conseqüente saciedade precoce foram propostos por Andersen & Fogh (2001).

    A PHOLIANEGRA contém também o cafeiol, ácido cafeico e clorogênicos, além de um elevado valor de ORAC que lhe confere propriedades antioxidantes e antiglicantes (Gugliucci, 1996). Os derivados de cafeiol são apontados como os responsáveis pela capacidade antioxidante do extrato (Filip et al., 2001), assim como as saponinas são ditas responsáveis pelo sabor amargo do extrato. Além disso, às saponinas são atribuídas propriedades anti-inflamatórias e hipocolesterolêmicas (Gnoatto et al., 2005). Em relação aos flavonóides, o extrato de Ilex p. é considerado um potente inibidor de radicais livres (Schinella et al, 2005), tendo seu efeito reconhecido tanto in vitro (Gugliucci, 1996) quanto in vivo (Mosimann, 2006). 
Observou-se que a Ilex p., reduz os níveis de colesterol e a gordura abdominal (Pedroso et al, 2010).

    Alguns estudos indicam que o fitoterápico PHOLIANEGRA™ é efetivo em reduzir o peso corporal de modo similar àquela promovida pelo medicamento Sibutramina.



PHOLIAMAGRA

    Coadjuvante natural para auxiliar no tratamento da obesidade, PHOLIAMAGRA® Extrato Seco é um fitoterápico padronizado extraído da planta Cordia ecalyculata Vell (Família botânica: BORAGINACEAE). Trata-se de um arbusto ou árvore pequena, conhecida como bugrinho, café-de-bugre, chá-de-bugre, claraíba, laranja-aperu, laranja-do-mato, limão-do-mato, louro-mole, louro-salgueiro e porrete.

    Cordia ecalyculata contém cafeína, alantoína, ácido alantóico, cloreto de potássio, taninos e óleos essenciais.

    A cafeína é classificada como alcalóide do grupo das xantinas, e possui ação termogênica, que acelera o metabolismo basal e auxilia o organismo a queimar os excessos. A cafeína ainda aumenta a produção de suco gástrico. A ação da cafeína no SNC aumenta a capacidade de atenção, a concentração, o humor, a liberação de catecolaminas, liberação de ácidos graxos livres, catabolização de triglicerídios musculares e redução da fadiga.

    A alantoína favorece a proliferação celular acelerando a regeneração da pele lesada e age nos vasos linfáticos, promovendo uma “drenagem”. É por isso que também auxilia amenizando a celulite. Diurética, auxilia na eliminação do excesso de líquido.

    C. ecalyculata tem as seguintes propriedades: supressora do apetite, diurética, redutora de depósitos de celulite por estimular a circulação, cardiotônica e energizante. Possui alta concentração de ativos como a cafeína e o ácido alantóico. Altas concentrações de cafeína - substância termogênica, estimulante do sistema nervoso central e também por ser levemente diurética, auxiliam na eliminação do excesso de líquido e também a reduzir a concentração de gorduras.

    Além da cafeína, esta planta apresenta quantidades significativas de potássio, que auxilia na compensação da perda de minerais relacionada com a ação diurética. A presença da alantoína e do ácido alantóico pode agir na redução da celulite e da gordura localizada. Seu efeito emagrecedor está associado a uma atividade inibidora no sistema nervoso central, agindo como supressora do apetite, contribuindo para uma maior queima de gorduras localizadas principalmente na região do abdômen.

    É indicada em dietas para a perda de peso (como supressor do apetite); como redutor do excesso de gorduras localizadas; no tratamento da retenção de líquidos e como tonificante muscular.


FENULIFE

    FenuLife® é um extrato padronizado produzido por exclusivo processo patenteado com alta concentração de galactomana do feno grego (Trigonella foenum graecum).A galactomana é um polissacarídeo tridimensional deestrutura ramificada que promove uma ótima capacidade de retenção de água, formando um gel viscoso.

    A galactomana do FenuLife® tem uma estrutura molecular única, na qual toda a molécula de manose é substituída por uma galactose. Essa estrutura molecular estável dá ao FenuLife® sua persistente atividade de ligação com a água no estômago e intestino, além de trabalhar mais rapidamente que outras fibras. Como FenuLife® apresenta uma incomparável capacidade de retenção de água, promove um efeito de “saciedade” no estômago e uma diminuição do esvaziamento gástrico.

    Auxilia no controle de peso: sensação de saciedade ou plenitude gástrica; auxilia no controle do índice glicêmico: diminui a velocidade do esvaziamento gástrico e consequentemente, a absorção de glicose; auxilia na prevenção do refluxo gastroesofágico (azia) diminui a produção excessiva de ácido e a massa viscosa impede que o suco gástrico volte até o esôfago.


FABULESS

    Fabuless® é um medicamento inovador, fabricado a partir de óleo de palma e aveia e comercializado em forma de um pó solúvel. A microestrutura de Fabuless foi desenvolvida para retardar a digestão das gotículas de óleo de palma no estômago e no intestino delgado. As gotículas passam relativamente intactas através da primeira parte do trato digestório para a parte distal do intestino delgado, o íleo. A gordura não digerida no íleo faz com que o indivíduo se sinta confortavelmente satisfeito. Este mecanismo de sinalização, também conhecido como "mecanismo de freio ileal", envolve o aumento dos níveis do hormônio da saciedade GLP-1 (Glucagon-like peptide-1), e causa um efeito sacietógeno, que comprovadamente faz comer menos. A composição de Fabuless é digerida normalmente mais adiante no íleo. Em outras palavras, ele prolonga o tempo em que uma pessoa leva para ficar novamente com fome novamente após fazer uma refeição, além de agir na quantidade de alimentos ingerida nas próximas refeições.

    Alguns estudos creditam ao Fabuless as seguintes propriedades:

    - Aciona o mecanismo de controle natural do apetite;

    - Aumenta a saciedade;

    - Reduz o apetite e o consumo calórico;

    - Reduz a circunferência abdominal e a gordura corporal;

    - Eficaz na redução e manutenção do peso corpóreo;

    - Efeitos duram de 4 a 8 horas, podendo se estender por mais tempo.